A situação enfrentada pelos moradores da Rua da Tâmara, no bairro Rio Corrente, tem provocado indignação na comunidade.
De acordo com relatos enviados ao Notícia no Vale, o problema de obstrução em uma boca de lobo se arrastava há semanas, gerando transtornos e preocupações para quem vive na localidade.
Os moradores afirmam que equipes da Compesa chegaram a comparecer ao local em mais de uma ocasião. No entanto, segundo a população, o equipamento utilizado não teria sido suficiente para solucionar definitivamente o problema.
Diante da falta de uma resposta considerada eficiente, os próprios moradores decidiram agir.
Eles compraram materiais, adquiriram uma nova tampa e realizaram a limpeza da estrutura utilizando recursos próprios.
“A gente teve que comprar ferramentas, tampa e gastar cerca de R$ 280. O caminhão veio duas vezes, mas não resolveu. Nós mesmos tivemos que entrar e fazer o serviço”, relatou um dos moradores.
A principal função dos serviços públicos de saneamento não é apenas aparecer após uma reclamação. É resolver o problema.
Quando moradores precisam financiar e executar por conta própria uma intervenção que entendem ser de responsabilidade do poder público ou da concessionária responsável, surge um questionamento legítimo sobre a eficiência da prestação do serviço.
A população paga tarifas, impostos e contribuições justamente para que situações como essa sejam solucionadas por equipes técnicas capacitadas e com equipamentos adequados.
O problema não está apenas nos R$ 280 gastos pelos moradores.
O problema está no precedente perigoso de normalizar que cidadãos assumam responsabilidades que deveriam ser executadas por quem possui competência legal, técnica e contratual para isso.
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