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Puxada pelo Brasil, América do Sul é a região que mais registra mortes por Covid do mundo

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Puxada pela escalada no número de mortes por Covid-19 no BrasilAmérica do Sul se tornou a região que mais tem registrado óbitos causados pela doença no mundo.

A região passou a Europa na média de novos óbitos em 31 de março e, desde então, se mantém à como a que mais sofre com a pandemia no momento, segundo dados do “Our World in Data”.

Brasil é responsável por mais de 70% das novas mortes registradas na América do Sul. A média de óbitos na região foi de 4.226 nos últimos sete dias, dos quais 3.068 foram no país (73% do total). A região concentra 34% das novas vítimas da Covid-19 do mundo e o Brasil, 25%.

Nas últimas semanas, outros países da região também têm sofrido com o surgimento de uma nova onda, em meio ao registro de casos da variante brasileira nos vizinhos e a adoção de medidas de restrição para tentar frear o contágio.

A região lidera em novas vítimas da Covid-19 mesmo sendo a que tem a menor população. São 430 milhões de habitantes na América do Sul, contra 749 milhões na Europa (que tem registrado uma média de 3.812 novas mortes e, proporcionalmente, tem muito mais idosos).

Na sequência, as regiões com mais mortes são: Ásia (média de 2.182 óbitos e 4,6 bilhões de habitantes), América do Norte (média de 1.847 óbitos e 592 milhões de habitantes) e África (média de 294 mortes e 1,3 bilhão de habitantes).

Mortes por Covid-19 no mundo

Se for levado em consideração o número de mortes em relação à população, a situação da região é ainda pior.

América do Sul lidera com 9,81 novos óbitos a cada um milhão de habitantes, com quase o dobro de óbitos proporcionais em comparação com a Europa (5,09) e mais que o triplo da América do Norte (3,12). A Ásia tem 0,47 e a África, 0,22.

A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que é o braço da OMS nas Américas, alertou que a situação da pandemia na América do Sul é a que mais preocupa no mundo.

A diretora-geral da Opas, Carissa Etienne, afirmou nesta quarta-feira (14) que as Américas — não só a do Sul — não estão se comportando como um continente que vive um surto cada vez mais grave de Covid-19.

“Variantes altamente transmissíveis estão se espalhando e as medidas de distanciamento social não são tão estritamente observadas como antes”, afirmou Etienne. (G1)

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