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Divisas de Pernambuco com Alagoas e Paraíba influenciam no contágio da Covid-19

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As cidades de Alagoas e Paraíba que fazem divisa com municípios pernambucanos podem estar influenciando no aumento dos casos de Covid-19 em nosso Estado. A hipótese foi levantada pelo secretário estadual de Saúde, André Longo, durante coletiva de imprensa transmitida pela internet, nesta quinta-feira (11). Segundo o boletim epidemiológico mais recente, pelo segundo dia consecutivo com alta nos dados, Pernambuco registrou mais 1.059 casos e 102 mortes pela doença, totalizando 42.994 e 3.633, respectivamente.

“Pernambuco tem uma taxa de transmissibilidade abaixo de 1, mas esse não é o contexto de Alagoas que tem um certo descontrole da doença e está próximo da Mata Sul. Na Mata Norte, na região de Goiana e Itambé faz divisa com a Paraíba, que tem taxa de transmissão maior do que 1. São preocupantes as fronteiras desses dois Estados, que certamente podem trazer problemas para essas duas regiões daqui”, disse Longo, acrescentando que a taxa de contágio pelo coronavírus em Pernambuco tem variado entre 0.7 e 0.9.

Para o gestor, as 85 cidades que não avançaram no controle da pandemia precisarão de um esforço maior. “De maneira geral os dados da doença apontam para uma queda no número de casos e óbitos, mas nessas regiões isso não vem se apresentando da mesma forma. Semanas pós semana tem aumentado o número de pacientes que precisam de terapia intensiva”, falou. Para evitar um colapso na rede de saúde no interior do Estado, o secretário falou sobre a abertura de novos leitos, incluindo UTIs.

Segundo o secretário, estão sendo feitos estudos para avaliar quantas pessoas realmente foram infectadas pelo coronavírus em Pernambuco. “O número mais próximo que temos da realidade é aquele feito pela Universidade de Pelotas, que estimou que 3% da população em torno de 280 a 286 mil pessoas que teriam tido contato com o vírus”, disse, explicando que o levantamento se refere à primeira quinzena de maio.

“Está havendo uma segunda rodada dessa pesquisa e Pernambuco está, através de várias instituições, como o Instituto Aggeu Magalhaes, fazendo análise da soroprevalência junto ao Hemope com os cadastros dos doadores, além de pesquisas com inquérito domiciliar em todo o Estado. Isso deve estar melhor definido ao longo dos próximos meses”,  comentou. (FolhaPE)

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