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Coronavírus: o que fazer em caso de suspeita da doença?

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Two pilgrims wearing protective masks approach the Church of the Holy Sepulchre in the Old City in Jerusalem on February 27, 2020. Israel denied entry to dozens of foreign nationals who had landed on flights from Italy as the Jewish state enhanced restrictions to contain the spread of coronavirus. Israel has recorded three confirmed cases of the COVID-19 virus, including two from the Diamond Princess cruise ship and another, an Israeli national who was travelling in northern Italy. / AFP / Emmanuel DUNAND
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Você seguiu todas as recomendações possíveis: ficou em casa, saiu apenas quando necessário, usou máscaras, álcool gel e lavou as mãos até não poder mais. E, mesmo depois disso tudo, acha que pegou o novo coronavírus (Sars-CoV-2). O que fazer?

Calma. Antes de tudo, é preciso entender quais os sintomas da Covid-19. Os mais comuns se assemelham a uma gripe: febre acima de 37,8ºC, mal-estar, tosse e outros problemas respiratórios, como coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar.

A doença, vale dizer, também possui outro sintomas menos conhecidos (e que ocorrem com menos frequência), como perda de olfato e paladar, dor nos músculos e nas articulações e problemas gástricos, como enjoo e diarreia.

Mas vamos nos ater aos sintomas principais. É justamente pela semelhança com outras doenças, como a gripe, que não se deve correr para o hospital ao menor sinal de febre e tosse. Motivo: isso pode sobrecarregar (ainda mais) o sistema de saúde. Além disso, caso você não esteja com Covid-19, ir a um ambiente hospitalar te coloca em risco de contaminação, podendo levar o vírus para dentro de casa.

Estou com sintomas leves. O que fazer?

Se você apresentar sintomas leves de Covid-19, a recomendação do Ministério da Saúde é fazer o isolamento domiciliar por 14 dias. Se possível, como pede a Organização Mundial da Saúde (OMS), que a quarentena se estenda para todos que moram na sua casa.

Nesse momento, a informação é sua melhor aliada. Nada de correntes do Facebook: procure veículos confiáveis de notícia e, se possível, canais oficiais de comunicação, como o próprio ministério. O Disque Saúde (136) serve para tirar qualquer dúvida com profissionais que dão orientações à distância para o paciente.

O Ministério da Saúde possui também um canal no WhatsApp para esclarecimentos, auxílio no diagnóstico e informações sobre a rede de assistência mais próxima. Para acessar, basta adicionar o número +55 (61) 9938-0031 e mandar um “oi”.

Se o seu caso de Covid-19 for confirmado, não se desespere: há boas chances de que os sintomas serão leves ou moderados – ou sequer vão aparecer. Mas nesse cenário, é preciso redobrar os cuidados do isolamento para impedir a transmissão do vírus.

O paciente deve se isolar em um cômodo da casa que possua janelas, para manter a circulação do ar – com a porta fechada, claro. O distanciamento para outras pessoas deve ser de, no mínimo, um metro, e nada deve ser compartilhado (talheres, louça, roupas, toalhas, etc.). Até o lixo deve ser separado.

Posso tomar remédios?

Em casos leves, medicamentos simples para aliviar dores e febres (analgésicos e antitérmicos) podem ser tomados.

Nas últimas semanas, o Ibuprofeno foi apontado como uma substância perigosa, podendo agravar o quadro da doença. Apesar de haver um estudo sobre essa relação, a ciência ainda não chegou a uma conclusão. Na dúvida, melhor evitá-lo.

No mais, as recomendações seguem a de gripes e resfriados: descanso, hidratação e alimentação saudável.

Quando devo ir ao hospital?

A ida ao hospital ou a um posto de saúde só deve acontecer se a febre for persistente e os problemas respiratórios agravarem – dificultando a respiração.

Para encontrar a unidade de saúde mais próxima (e que esteja apta para receber pacientes com Covid-19), você pode procurar os canais de comunicação do ministério (Disque Saúde ou WhatsApp) ou, ainda, acessar a lista dos hospitais estaduais e Unidades Básicas de Saúde que prestam atendimento e procurar de acordo com o seu município.

Se você possuir algum tipo de plano de saúde, vale entrar em contato com a prestadora para se informar sobre os hospitais conveniados. Desde março, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regulamentou a cobertura obrigatória de testes para a infecção (SuperInteressante)

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