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Coronavírus: 30 medicamentos se mostram promissores para combater a doença

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Trinta medicamentos existentes e seguros para uso humano são promissores para combater a Covid-19, constatou uma equipe de pesquisadores norte-americanos e de Hong Kong. Os cientistas divulgaram na plataforma aberta bioRxiv um estudo no qual descrevem três dezenas de substâncias que impedem a replicação do Sars-Cov-2 — apenas três delas já em teste com esse objetivo. De acordo com eles, até agora, nenhum outro grupo havia identificado os outros remédios como promissores, o que aumenta o número de candidatos a enfrentar o coronavírus, enquanto não se tem uma vacina.
Os medicamentos foram identificados por meio da triagem de mais de 12 mil substâncias da coleção de redirecionamento de medicamentos ReFRAME — uma biblioteca de moléculas que foram aprovadas pelo Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos para outras doenças ou que foram testadas extensivamente quanto à segurança para uso em humanos.
O ReFRAME foi criado pelo instituto de pesquisas Scripps Research, na Califórnia, para acelerar os esforços no combate a doenças mortais. Todos os compostos foram testados contra o Sars-Cov-2 vivo, isolado de pacientes no estado de Washington e na China. Desses, 30 medicamentos foram selecionados com base na capacidade de interromper a replicação viral.
“Acreditamos que essa seja uma das primeiras pesquisas abrangentes de medicamentos que usam o vírus Sars-Cov-2 vivo, e nossa esperança é de que um ou mais desses remédios salvem vidas enquanto aguardamos uma vacina para a Covid-19”, diz Sumit Chanda, diretor do Programa de Imunidade e Patogênese da Sanford Burnham Prebys, na Universidade da Califórnia em Los Angeles, e autor sênior do estudo. “Muitos medicamentos identificados nesse estudo — muitos dos quais são novos na comunidade de pesquisadores da Covid-19 — podem ser utilizados em testes clínicos imediatamente ou em alguns meses após exames adicionais.”
“Para nós, o ponto de partida para encontrar qualquer novo medicamento antiviral é medir sua capacidade de bloquear a replicação viral no laboratório”, diz Chanda. “Como os medicamentos que identificamos nesse estudo já foram testados em seres humanos e são comprovadamente seguros, podemos pular mais de meia década de estudos normalmente necessários para obter aprovação para uso humano.”
A equipe de Chanda fez parceria com o cientista que descobriu o primeiro vírus da Sars, Kwok-Yung Yuen, diretor de doenças infecciosas da Universidade de Hong Kong; e com Shuofeng Yuan, professor-assistente de pesquisa no Departamento de Microbiologia da mesma instituição, que teve acesso ao Sars-Cov-2 vivo em fevereiro. Juntos, os laboratórios recriaram a alta tecnologia automatizada de Chanda e refizeram a triagem de drogas no laboratório de Yuen. Lá, identificaram 300 drogas da biblioteca ReFRAME que poderiam manter as células vivas, apesar da infecção pelo Sars-Cov-2. (CORREIO BRAZILIENSE)
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