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Especialistas alertam para vírus que compromete sistema respiratório de crianças

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Um vírus com o qual todas as crianças vão ter contato até os dois anos de idade e que não tem vacina. Menos lembrado que outros agentes causadores de complicações respiratórias, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por 6,7% de todas as mortes de crianças de até um ano por infecções deste tipo em todo o mundo. O maior risco está entre bebês prematuros ou com doença pulmonar crônica, e bebês com cardiopatias, que necessitam fazer um esquema de imunização específico. No Nordeste, o VSR começará a circular no mês de março e, desde fevereiro, é preciso acender o alerta.

O vírus é o principal agente causador de infecção do trato respiratório inferior de crianças nos primeiros anos de vida. Os principais sintomas são semelhantes a um resfriado, que começa de quatro a seis dias após a contaminação. A maioria das crianças se recupera em até duas semanas, mas 25% a 40% podem desenvolver formas graves de infecção, com bronquiolite e pneumonia. Entre esse grupo, estão os prematuros.
“Os prematuros são os que mais morrem em decorrência do VSR. Eles têm vias aéreas mais estreitas, não costumam consumir leite materno, usam medicamentos que baixam a imunidade e podem estar desnutridos”, explica o presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri. O VSR pode ser responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias durante os períodos de sazonalidade entre lactentes e crianças menores de dois anos.
Estudos já realizados no Brasil com prematuros internados mostram que em 71,2% das vezes o VSR estava presente na infecção identificada no bebê. Da mesma forma, a literatura médica no país evidencia que o VSR é o vírus mais frequente entre prematuros inter nados e infecções. Em 60,7% dos casos, são infecções consideradas graves. O dado serve de alerta se considerado que 30 milhões de bebês nascem prematuros, com baixo peso ou adoecem nos primeiros dias de vida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para se ter uma ideia, em 2017, 2,5 milhões de recém-nascidos morreram nos primeiros 28 dias de vida. Desses, 80% tinham baixo peso ao nascer e 65% eram prematuros. (DP)
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