Após a veiculação do áudio da última reunião pública do nosso Órgão Colegiado maior, inúmeras reações negativas tomaram conta das redes sociais e da imprensa em geral. Na oportunidade, deixo claro que, em nenhum momento, tive eu a pretensão de fazer qualquer comparação entre a minha realidade de vida e de remuneração e a luta brutal que a maioria dos meus concidadãos enfrenta, pela sua sobrevivência cotidiana. Longe de mim. Não ignoro as dificuldades dos outros, tampouco tripudio das agruras dos menos aquinhoados. É óbvio que não. Comparei, e os números não mentem, a situação atual de nossa classe que, com o término do pagamento de verbas em atraso, passará por uma significativa supressão remuneratória. Daí a se pensar que eu seja um louco insensível, ou que desconheça a situação precária das contas de Minas, vai uma distância abissal.
Lamento, de todo modo, o mal entendido e os transtornos causados, os quais sequer imaginara ao manifestar-me dentro de casa, o Ministério Público, no Órgão Colegiado, presidido por Vossa Excelência e composto pelo nobre Corregedor-Geral do Ministério Público e outros dezenove colegas, Procuradores de Justiça, além deste subcritor, espaço sagrado, infenso a censuras de qualquer espécie; ao contrário, foro adequado à discussão e ao debate livre das matérias ali postas em apreciação, mesmo que em tom de desabafo.
Deploro, finalmente, sirva o episódio em questão para alimentar as ofensas que os detratores do Ministério Público e da liberdade, oportunistas de ocasião, insistem em lhes assacar.
Repudio, ainda, a minha execração pública, os ataques, ofensas e perseguições que ora me vitimam, num linchamento moral de todo impróprio a uma sociedade madura, haja vista a ausência de qualquer espécie de ilegalidade em meu comportamento.
Leave a comment