Quem, afinal, vai coordenar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em Petrolina neste segundo turno? A pergunta ganhou relevância após o anúncio de apoio do prefeito Simão Durando e do deputado federal Fernando Filho, ambos do União Brasil, à candidatura presidencial. A entrada do grupo político dos Coelho na articulação amplia o número de lideranças envolvidas e coloca em discussão como será organizada a mobilização eleitoral na cidade.
Um dos nomes é o do jornalista Carlos Britto, presidente municipal do PL, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de domingo (4). Britto recebeu 6.296 votos em Pernambuco, sendo 5.298 em Petrolina, e declarou publicamente que assumiria a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro no Sertão pernambucano. A manifestação, entretanto, não esclarece se ele também exercerá formalmente o comando exclusivo da campanha no município.
Outro nome que aparece nesse cenário é o do vereador Dhiego Serra, ex-presidente do PL em Petrolina e participante de mobilizações da direita na cidade, incluindo atos públicos e carreatas. Serra também possui atuação política junto ao eleitorado conservador local. Diante da reorganização para o segundo turno, permanece a dúvida sobre qual função ele desempenhará e se integrará uma eventual coordenação compartilhada.
A questão ganha ainda mais importância com a adesão do grupo Coelho. Simão Durando e Fernando Filho participaram de um encontro político em Brasília, na quarta-feira (7), quando anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro. A decisão aproxima a estrutura política do União Brasil da campanha presidencial, mas não representa, por si só, a transferência da coordenação municipal para o grupo.
Carlos Britto continuará à frente da articulação? Dhiego Serra terá participação na coordenação? O grupo Coelho indicará alguém para comandar a mobilização em Petrolina ou haverá uma estrutura conjunta? São perguntas que ainda dependem de esclarecimento público das lideranças envolvidas.
A definição vai além da escolha de um nome. Envolve a organização do comitê eleitoral, a realização de carreatas, adesivaços e outras atividades de campanha, além da relação entre os apoiadores que já atuavam no primeiro turno e os novos aliados. Até que haja um anúncio formal sobre a coordenação municipal, o comando da campanha de Flávio Bolsonaro em Petrolina permanece como uma questão em aberto.
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