A Frente Popular de Pernambuco denunciou neste domingo (4) supostas irregularidades eleitorais que atribui à campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). Segundo a coligação, os relatos já alcançariam mais de 20 cidades pernambucanas e envolveriam possível compra de votos, distribuição de materiais e boca de urna. O grupo informou que está protocolando as denúncias no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). As acusações ainda precisam ser analisadas pelas autoridades e não significam, por si só, que os crimes tenham sido comprovados.
Entre os episódios apresentados está um caso em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. De acordo com a Frente Popular, vídeos e áudios compartilhados por aplicativos de mensagens fariam referência direta à candidatura de Raquel Lyra e indicariam a suposta oferta de R$ 100 e camisas roxas. Em Arcoverde, no Sertão, a coligação afirma que imagens mostram um homem distribuindo camisas da mesma cor e relata que uma pessoa teria sido detida por boca de urna. A relação entre essas ocorrências e a campanha de Raquel Lyra, entretanto, depende da apuração dos órgãos competentes.
A Frente Popular também fez acusações contra a atuação da Polícia Militar durante abordagens a militantes, principalmente no Recife. O jurídico da coligação sustenta que apoiadores identificados com as cores amarela ou vermelha, associadas às campanhas de João Campos (PSB) e Lula (PT), teriam sido alvo de tratamento diferenciado. A coligação relacionou as reclamações a uma suposta “Operação Saturação” e informou que o assunto está sendo levado à Justiça Eleitoral. As afirmações representam a versão da Frente Popular e não comprovam eventual atuação parcial das forças de segurança.
As denúncias surgem no mesmo dia em que a coligação de Raquel Lyra também acusou adversários de possíveis irregularidades eleitorais, incluindo boca de urna e relatos de supostas ofertas de dinheiro via Pix em troca de votos. Assim, os dois principais grupos políticos envolvidos na disputa estadual chegaram ao dia da votação apresentando acusações à Justiça Eleitoral. No caso das denúncias da Frente Popular, a Folha de Pernambuco informou que procurou a assessoria de Raquel Lyra e não havia recebido resposta até a publicação da reportagem, mantendo espaço aberto para manifestação.
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