A coligação Pernambuco de Coração, da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) uma notícia de infração após receber denúncias de possíveis casos de boca de urna, abordagem de eleitores e compra de votos durante a votação deste domingo (4). Segundo a campanha, foram reunidas mais de 100 imagens e 50 vídeos enviados por eleitores de diferentes locais. Os registros foram encaminhados à Justiça Eleitoral, mas as irregularidades relatadas ainda precisam ser investigadas e não há, até o momento, responsabilização dos supostos envolvidos.
O assessor jurídico da campanha, Delmiro Campos, afirmou que os relatos começaram a chegar com maior intensidade a partir das 11h e incluíam imagens de aglomerações e pessoas que, segundo os denunciantes, estariam abordando eleitores. A coligação afirma que pretende analisar o material após o encerramento da votação para tentar identificar eventuais responsáveis pela organização ou financiamento das ações. O próprio advogado reconheceu que será necessário verificar se existem provas suficientes para eventual responsabilização judicial.
Entre as denúncias recebidas também estão relatos de supostas ofertas de dinheiro via Pix em troca de votos. A campanha, porém, informou que naquele momento não possuía elementos suficientes para identificar quem estaria por trás das supostas propostas. Por isso, não é possível afirmar que houve compra de votos apenas com base nos relatos apresentados. A coligação orientou eleitores que presenciarem possíveis irregularidades a encaminharem as denúncias pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o Pardal.
Durante a coletiva, os advogados da coligação também criticaram uma medida apresentada pela Frente Popular de Pernambuco relacionada à atuação das forças de segurança durante a eleição. Segundo a interpretação dos representantes de Raquel Lyra, o pedido poderia limitar a atuação policial durante a votação. Essa é, contudo, a interpretação apresentada pela campanha adversária sobre a medida. Segundo Delmiro Campos, o procedimento acabou extinto. As denúncias de boca de urna e compra de votos agora dependem da análise do material encaminhado ao TRE-PE e de eventual investigação pelos órgãos competentes.
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