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Ataques anônimos contra Raquel Lyra entram na mira da polícia e provocam reação até de adversários

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Cartazes apócrifos fizeram ataques à governadora e chegaram a relacionar a morte do marido dela à eleição de 2022; João Campos, Humberto Costa e Ivan Moraes também repudiaram o material

A campanha pelo Governo de Pernambuco teve um domingo (30) marcado por uma situação que ultrapassou o embate político. Cartazes sem identificação de autoria com ataques à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) começaram a circular e provocaram pedidos de investigação e manifestações de solidariedade vindas inclusive de candidatos adversários.

Pelo menos três materiais foram identificados. Um deles associa Raquel ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e utiliza a expressão “chapa anti-Lula”. Outro faz uma acusação envolvendo a morte do marido da governadora durante o primeiro turno das eleições de 2022, atribuindo a ela responsabilidade pelo ocorrido para obter vantagem eleitoral. Não há, no material apresentado, qualquer comprovação dessa acusação.

Raquel se pronunciou em vídeo nas redes sociais depois de tomar conhecimento dos cartazes. Ao abordar especialmente a utilização da morte do marido, pediu que a disputa não atingisse sua família.

“Respeite a minha família. Respeite meus filhos. Respeite a minha dor”, declarou.

A campanha da governadora informou que foi registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil e que também acionou a Polícia Federal para pedir a apuração da origem do material e identificar os responsáveis.

João Campos também pede investigação

Principal adversário de Raquel na disputa estadual, João Campos (PSB) classificou os cartazes como absurdos e anunciou que também buscaria a Justiça para pedir investigação.

Campos lembrou que perdeu o pai, o ex-governador Eduardo Campos, durante a campanha presidencial de 2014 e afirmou que questões familiares não devem ser utilizadas na disputa eleitoral.

“Perdi meu pai durante uma eleição, a candidata Raquel perdeu o marido durante a eleição. Não admito que nenhuma família seja atacada”, afirmou.

O candidato também declarou que processará criminalmente quem atribuir à campanha dele a autoria dos cartazes.

As manifestações atravessaram os dois principais grupos da eleição. Os candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), aliados de Raquel, repudiaram os ataques. Do campo político de João Campos, o senador Humberto Costa (PT) e a senadora Teresa Leitão (PT) também condenaram o conteúdo e defenderam a identificação dos responsáveis.

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) igualmente se solidarizou com Raquel e pediu uma investigação para descobrir quem produziu e distribuiu os cartazes.

Até o momento, a autoria do material não foi identificada nas informações apresentadas, e não há elementos que permitam atribuí-lo a qualquer candidatura ou grupo político.

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