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Boletim da Fiocruz indica melhora em índices da pandemia

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Rio de Janeiro - Lojas de rua na Tijuca funcionam em reabertura antecipada do comércio pela Prefeitura, com flexibilização das medidas de isolamento social pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). (Fernando Frazão/Agência Brasil)
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Todos os 26 estados brasileiros – além do Distrito Federal – apresentam pelo menos uma macrorregião de saúde (cidades que compartilham a mesma infraestrutura do SUS) com transmissão comunitária em nível alto ou extremamente alto.

Essa situação permanece apesar da tendência de queda em relação aos casos notificados, nas últimas seis semanas, de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – que é o principal indicativo de Covid-19.  Este é o panorama mostrado pelo mais recente boletim InfoGripe feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No entanto, houve uma redução no número de locais em situação gravíssima de contaminação. Agora, são 13 estados com alguma macrorregião com transmissão comunitária em nível extremamente alto. No último estudo feito, eram 17 estados neste patamar.

A transmissão comunitária ocorre quando já não é mais possível rastrear a origem da infecção. Isso é um indicador de que o vírus circula entre as pessoas, mesmo que elas não tenham viajado para o exterior ou outros locais.

O boletim também confirma a manutenção do quadro de predomínio de queda ou estabilização de novos casos e internações. No entanto, segundo o pesquisador da Fiocruz, Marcelo Gomes, ainda há necessidade de manter os cuidados individuais e coletivos, pois mesmo com essa redução ainda temos a imensa maioria do território em situação muito preocupante.

Apesar da tendência de queda no longo prazo em relação a novos casos de Covid-19, os estados do Amazonas e Amapá apresentaram, entre os dias 4 e 10 de julho, sinais de crescimento. Em relação às capitais, foi observado que apenas quatro delas apresentam indícios de crescimento: Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), e Vitória (ES). Já em 15 capitais se observa sinal de queda de casos e hospitalizações.

Em outras sete capitais há indicativos de estabilização. São elas: o plano piloto de Brasília e arredores (DF), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), e Teresina (PI). Segundo a Fiocruz, isso aponta para a “interrupção da tendência de queda ou manutenção de platô”

“Embora os sinais de tendência sejam positivos, indicando poucos estados atualmente com sinal de crescimento nas tendências de longo ou curto prazo, os valores semanais continuam elevados, como apresentado pelo indicador de transmissão comunitária”, informa o boletim. (CNN)

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