Home Coronavírus Governo negociou em três meses e pagou 1.000% mais caro pela vacina da Covaxin, diz Estadão
Coronavírus

Governo negociou em três meses e pagou 1.000% mais caro pela vacina da Covaxin, diz Estadão

Share
A health staff shows a vial of 'India's first indigenous Covid-19 vaccine, "Covaxin" at the Kolkata Medical College and Hospital in Kolkata on February 3, 2021. (Photo by DIBYANGSHU SARKAR / AFP) (Photo by DIBYANGSHU SARKAR/AFP via Getty Images)
Share
Documentos do Ministério das Relações Exteriores divulgados em matéria do Estadão desta terça-feira (22), demonstram que o governo adquiriu a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que era anunciado pela fabricante apenas seis meses depois.
O Estadão teve acesso a um telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi datado de agosto do ano passado. Nele, a embaixada informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose).
Em dezembro de 2020, outro comunicado da embaixada dava conta de  que o produto fabricado na Índia teriuo o custo menor “do que uma garrafa de água”. Apenas dois meses depois, em fevereiro de 2021, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade (R$ 80,70, na cotação da época) – o preço mais alto pago pelas seis vacinas compradas até o momento.
Segundo o jornal, quem ordenou a compra pessoalmente foi o presidente Jair Bolsonaro, após uma negociação que durou cerca de três meses, prazo bem mais curto que o de outros acordos. Com a Pfizer, por exemplo,  foram quase onze meses, com o mesmo preço oferecido (US$ 10 por dose).
Apesar de custar bem mais barato do que a vacina indiana, o preço foi usado como argumento pelo governo Bolsonaro para atrasar a contratação, só fechada em março deste ano.
Contratação suspeita
Ao contrário dos outros imunizantes, que tiveram negociação feita diretamente com seus fabricantes no País ou no exterior, a contratação da Covaxin pelo Brasil foi intermediada pela Precisa Medicamentos. A farmacêutica virou alvo da CPI da Covid, que na semana passada autorizou a quebra dos sigilos, Francisco Maximiano, um dos sócios da empresa, que deve depor à Comissão nesta quarta (23).
ACPI deverá investigar o motivo pelo qual o contrato para a compra da Covaxin ter sido intermediado pela Precisa, que em agosto foi alvo do Ministério Público do Distrito Federal sob acusação de fraude na venda de testes rápidos para Covid-19.  (FolhaPE)
Share

Leave a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Articles
Coronavírus

Estudo diz que lockdown da pandemia acelerou envelhecimento cerebral das adolescentes em até 4 anos

Um estudo sobre o desenvolvimento cerebral de adolescentes que avaliou crianças antes...

CoronavírusPetrolina

Prefeitura de Petrolina divulga boletim epidemiológico dessa segunda-feira  

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde nessa segunda-feira (13) registra...

Coronavírus

CGU autoriza divulgar cartão de vacinação de Jair Bolsonaro

A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu, nesta segunda-feira (13), autorizar a divulgação...

Coronavírus

Com Covid-19 em alta, secretaria do Ministério da Saúde recomenda uso de máscara

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde voltou a recomendar, neste...