Home Coronavírus Estudo detalha os primeiros 36 dias da Covid-19 em Pernambuco
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Estudo detalha os primeiros 36 dias da Covid-19 em Pernambuco

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Um estudo realizado em cooperação entre a Fiocruz Pernambuco, Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen/SES-PE) e Universidade de Pernambuco Campus Serra Talhada (UPE-ST) foi publicado, nesta terça-feira (29), na revista internacional Travel Medicine and Infectious Disease. O trabalho descreve, de forma pioneira, as características clínicas e epidemiológicas dos primeiros 557 pacientes do Estado que contraíram o novo coronavírus.

O período analisado pelos especialistas foi entre os dias 12 de março e 22 de abril. Nesse intervalo, foram anotados 2772 casos suspeitos, sendo 1.616 mulheres (58.30%) e 1.156 homens (41.70%), com testes processados no Lacen/SES-PE. Desses, 557 foram positivos para o SARS-CoV-2. A grande maioria dos casos ocorreram no Recife, seguido de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, São Lourenço da Mata e Camaragibe.

A idade dos pacientes infectados variou de 27 dias a 97 anos, com média de 48,57 anos. O maior número de casos aconteceu entre pessoas de 31 a 40 anos, seguido pelo grupo de 41 a 50 anos e o grupo de 51 a 60 anos. Durante o período do estudo, um total de 59 mortes ocorreram. Destes, 51 (86,44%) eram pacientes com mais de 51 anos. Embora a incidência de casos positivos tenha sido mais elevada no sexo feminino, o número de óbitos tendeu a ser maior no sexo masculino (55,93% versus 44,06%). A idade média dos pacientes falecidos foi de 66,06 anos. A maior taxa de mortalidade foi observada em pacientes na faixa etária de 61 a 70 anos (18, 30,50%), seguida pela faixa de 51 a 60 anos (11, 18,64%)

O sintoma mais comum foi tosse (74%), seguido de febre (67%), dispneia, ou seja, falta de ar (56%), dor de garganta (28%) e saturação de oxigênio abaixo de 95% (24%). Entre os casos letais, 86% dos pacientes tinham mais de 51 anos. O tempo médio desde o início da doença até o diagnóstico foi de quatro dias (com variação de 0 a 39 dias). Pacientes graves diagnosticados após 14 dias do início dos sintomas apresentaram carga viral mais alta do que pacientes com doença leve.

A evolução clínica dos pacientes relatados até 22 de abril indicou que 50,63% (282) estavam em autoisolamento, 26,93% (150) estavam em enfermarias de hospital, 5,38% (30) necessitaram de cuidados em unidade de terapia intensiva (UTI), 6,46% (36) recuperaram-se totalmente da doença e 10,59% (59) dos pacientes evoluíram para óbito. (FolhaPE)

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