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Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

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Dinheiro - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviará ao Congresso, nesta quarta-feira (15/4), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, com proposta de salário mínimo de R$ 1.717. O valor representa um aumento de R$ 96 (5,9%), em relação ao mínimo de 2026, que é de R$ 1.621.

O aumento segue a política de valorização do mínimo, que é um dos pilares do terceiro mandato de Lula. O aumento real, ou seja, acima da inflação, era uma promessa de campanha do petista, sob a justificativa de que a medida aumenta o poder de compra das famílias.

A política de aumento do mínimo se baseia em um índice que combina a inflação do ano anterior e a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida no país, de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro.

Além dos trabalhadores, também são beneficiados pelo aumento do salário mínimo os aposentados, pensionistas e beneficiários de benefícios sociais.

Tramitação no Congresso
O PLDO será enviado ao Congresso Nacional e será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo plenário da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Mesmo com esse número apresentado na LDO, o valor do piso salarial de 2027 ainda pode ser alterado. Uma nova avaliação será encaminhada com a proposta orçamentária, que deverá ser apresentada até o dia 31 de agosto, e o valor final só será conhecido em dezembro deste ano, quando será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro.

PLDO de 2027
As diretrizes do orçamento propostas pelo governo preveem, ainda, um superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, o equivalente a R$ 73,2 bilhões. A margem de tolerância é de 0,25% para cima ou para baixo, sendo que o piso de superávit é de R$ 36,6 bilhões e o teto é de R$ 109,8 bilhões.

Apesar disso, o governo prevê que R$ 65 bilhões serão retirados do cálculo do resultado primário. Os descontos são referentes a gastos com precatórios, defesa, saúde e educação.

Além disso, o texto prevê que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) deve chegar a 83,4% do PIB no próximo ano.

Com relação às receitas e despesas, o governo prevê que as receitas chegarão a 23,3% do PIB no ano que vem, totalizando R$ 3,4 trilhões. Já as despesas devem chegar a R$ 18,8% do PIB, cerca de R$ 2,7 trilhões. (Metropoles)

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