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Fiocruz defende intervalo de 90 dias entre doses da vacina da AstraZeneca

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Vacinas da Fiocruz contra a Covid-19 chegam ao Centro de Medicamentos do Paraná na madrugada deste domingo (24). Foto: Gilson Abreu/AEN
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A Fiocruz emitiu comunicado, na noite dessa terça-feira (13), no qual defende o intervalo de 90 dias entre as duas doses da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19.

Diversos estados do Brasil, incluindo Pernambuco, anunciaram nos últimos dias a redução desse prazo, com o objetivo de avançar com a conclusão do esquema vacinal de sua população, numa corrida contra a disseminação da variante delta no País.

Em Pernambuco, o intervalo foi reduzido para 60 dias e já foi adotado por vários municípios.

No comunicado, a Fundação esclarece que o atual intervalo de 12 semanas, equivalente a 90 dias, “considera dados que demonstram uma proteção significativa já com a primeira dose e a produção de uma resposta imunológica ainda mais robusta quando aplicado o intervalo maior”.

Estudos divulgados pela AstraZeneca indicam que a primeira dose da vacina contra o coronavírus confere 76% de eficácia, que dura até três meses. Após esse período, a dose de reforço eleva a proteção a 82%.

“O regime de doses adotado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) está respaldado por evidências científicas e qualquer mudança deve considerar os estudos de efetividade e a disponibilidade de doses”, destaca a Fiocruz.

A Fiocruz também ressalta que a vacina tem se demonstrado efetiva na proteção contra as variantes em circulação no País já com a primeira dose – a redução no intervalo entre doses é defendida pelos estados como uma forma de contar a cepa delta, mais transmissível e que desperta preocupação em vários países.

“Em relação à variante delta, uma pesquisa da agência de saúde do governo britânico, publicada em junho, aponta que a vacina da AstraZeneca registrou 71% de efetividade após a primeira dose e 92% após a segunda para hospitalizações e casos graves”, enumera a Fundação, que também cita dados de um outro estudo realizado no Canadá, que apontou efetividade contra hospitalização ou morte, para a variante delta, após uma dose da vacina da AstraZeneca de 88%.

“Neste momento, a Fiocruz reforça as orientações do PNI e da nota técnica conjunta da Sociedade Brasileira de Imunizações e da Sociedade Brasileira de Pediatria […] quanto à manutenção do intervalo de 12 semanas da vacina Fiocruz-AstraZeneca e permanecerá atuando na vigilância das variantes, bem como na produção de estudos de efetividade da vacina e de evidências científicas que possam continuar a subsidiar a estratégia de imunização no país”, completa a Fundação. (FolhaPE)

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