A coragem é ilimitada e acompanha a onda de alucinações. O corpo curvado semelhante ao de um macaco e o ímpeto para pular de prédio ou se jogar contra veículos são sintomas provocados por uma nova classe de drogas sintéticas monitorada por peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Pelo menos 20 derivações de estimulantes alucinógenos são fruto de uma espécie de arbusto chamado Khat, que cresce apenas nas áreas tropicais da África Oriental e de países da península Arábica, mas que já cruzou o Oceano Atlântico e desembarcou na capital da República. A planta ganhou o nome científico de catinona sintética e se tornou uma espécie de “mãe” de outras drogas geneticamente modificadas.
A pedido do Metrópoles, um dos peritos do IC mapeou o registro de 200 ocorrências envolvendo a apreensão de mais de 5,5 mil comprimidos e cristais contendo 20 substâncias diferentes, todas derivadas da catinona sintética. Elas estão nas ruas e, na maioria das vezes, são traficadas como outro tipo de entorpecente, que pode ser ecstasy, cristal e ketamina, por exemplo.
Morte em rave
Entre as derivações de drogas sintéticas elaboradas a partir da planta africana, a mais encontrada no DF é a N-etilpentilona. A substância é distribuída por traficantes em forma de comprimidos e cristais. Em quase todas as oportunidades, a pessoa usa a droga sem saber, de fato, o que está ingerindo. O comprimido é similar ao ecstasy, mas, na verdade, é um estimulante ainda mais perigoso.
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