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De mamata em mamata os dirigentes do país indignaram a nação

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O brasileiro vive de esperanças. Espera que melhore de vida, espera que o seu time ganhe o campeonato, espera que as coisas melhorem, espera muito. Se esforça para merecer? Eis uma boa pergunta para se fazer o momento atual do país. A esperança dessa vez pulsa mais forte e parece estar decidida a ser ponto de partida. Os últimos acontecimentos protagonizando altas autoridades com a nata do empresariado brasileiros, em espúrias negociatas afrontando a lei e a tolerância do povo brasileiro, foi o gatilho para essa manifestação de quase a metade do eleitorado querendo um retorno da direita ao comando do país.

Mas, a indignação exposta pelo povo já vem de antes da ação da justiça na penalização dos envolvidos através da Operação Lava Jato. Os altos salários dos ocupantes de cargos eletivos às mamatas, como salário moradia, que se agregam ao ganho final altíssimo, se compararmos a média salarial do povo do Brasil, já provocavam o desgosto da sociedade com os seus representantes nos poderes.

Uma dessas “mamatas” estabelecidas com o dinheiro público é o tal do cartão de pagamento do governo federal (CPGF). Conhecido como cartão corporativo, é um instrumento para pagamento das despesas de ministros, presidente, altos cargos do poder executivo, sem que sejam obrigados a prestar conta de como gastam, ou seja, sem controle nenhum do dinheiro público destinado para essa “mamata”.

No apagar das luzes da atual legislatura fica o esboço de uma atitude tímida, pelo menos, para o uso desses cartões. Tramita na Câmara projeto do Senado que estabelece critérios para utilização realizadas com a aquisição de produtos e serviços por órgãos e entidades da administração pública federal, integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social. Atualmente, o uso dos cartões corporativos é definido por decretos do Executivo. A proposta, de autoria do senador Ronaldo Caiado (DEM-TO), cria um instrumento legal para regulamentar sua utilização.

Não é preciso fazer pesquisa junto ao povo para saber que a existência desse tal cartão corporativo não encontra nenhum apoio e muito menos compreensão do cidadão. Se a atual e quase finda legislatura dá esse mínimo alento, que é a regulamentação do uso do cartão corporativo, o próximo congresso bem que poderia dar um exemplo de moral e zelo pela coisa pública eliminando de vez com essa “mamata”.

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