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Representante da ONU pede maior “vontade política” contra mudança climática

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A secretária executiva da ONU para o Mudança Climática, Patricia Espinosa, reivindicou neste domingo uma maior “vontade política” para combater este fenômeno meio ambiental ao término de uma reunião extraordinária em Bangcoc para avançar na implementação do Acordo de Paris.

“Foram realizados progressos na maioria dos temas, mas nenhum foi resolvido ainda (…) Há uma necessidade de acelerar os trabalhos e intensificar a vontade política” com vistas à Cúpula do Clima (COP 24) que acontecerá em Katowice (Polônia) em dezembro, declarou a diplomata mexicana em entrevista coletiva.

Espinosa ressaltou o “enorme sentido de urgência” no qual aconteceram os diálogos na capital tailandesa, última reunião preparatória antes do COP 24, e se mostrou esperançosa sobre os possíveis avanços em reuniões menores prévias à reunião na Polônia.

Consultada sobre a divisão dos países em dois blocos nos aspectos de financiamento, uma das grandes brechas na reunião, a representante da ONU falou de “discussões em nível político” para resolver o “complexo” assunto.

“É preciso achar uma solução para a situação específica de vários países participantes da conferência e como estes esforços e ações com relação ao financiamento se transformam em uma referência sobre transparência”.

Segundo agrupamentos ecologistas, os Estados Unidos são culpados de “estagnar” as negociações em financiamento ao tentar propor novos modelos para fazer frente às obrigações pactuadas.

Conforme o estipulado em 2015 na capital francesa, os países desenvolvidos têm que fornecer US$ 100 bilhões a partir de 2020 destinados às nações mais desfavorecidas para lutar contra a mudança climática e atenuar seus efeitos.

Estes fundos têm como objetivo aliviar e diminuir os danos e consequências ocorridas por desastres ambientais extremos e financiar a adaptação às mudanças tecnológicas nos países em vias de desenvolvimento.

Durante seis dias de intensas reuniões, mais de 1,4 mil delegados de 190 países alcançaram em Bangcoc avanços para confeccionar um manual de normas e diretrizes que inclua metas, calendários e políticas para que os países reduzam suas emissões de gases contaminantes.

O Acordo de Paris marca como objetivo que as temperaturas não superem neste século os 2° ou preferivelmente 1,5° Celsius com relação aos níveis pré-industriais.

Informações Agência EFE

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