Estamos nos aproximando cada vez mais rápido do dia de votar para eleger presidente, Senadores, deputados federais, estaduais e governadores. No perfil do eleitorado brasileiro consta a maioria do voto feminino. São 52,5% dos votantes. Imediatamente vem a constatação da baixa representatividade das mulheres nos cargos eletivos do país. De alguns setores bradam as acusações de que as mulheres não têm oportunidades nos partidos por discriminação. Na verdade é falta de interesse mesmo, haja vista o sistema político/partidário do país contaminado pelo dinheiro e corrupção. A política no Brasil faz negociatas, em cada eleição, com a cara deslavada de qualquer traço de pudor. Isso é de sempre no país, desde a chegada das caravelas lusitanas.
Os candidatos que disputam os cargos são conhecidos. Uns se apresentam como “a salvação de tudo que está aí”. Outros que “são mais competentes e têm a formula certa para o país”. Os que lideram a disputa de 2018, tanto para os executivos como para os legislativos, não são novatos. São os mesmos dos mesmos.
Pois agora vem uma nova demonstração do alheamento das mulheres com a suja política brasileira. O jornal O Globo publica que, faltando 13 dias para depósito dos votos nas urnas, 51% das mulheres ainda não resolveram em quem vão votar para presidente.
A pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (20), mostra o número expressivo de indecisão no lado feminino. Conforme o levantamento, 38% disseram não saber ainda em quem votariam para ser o próximo chefe de estado. Os outros 13% restantes responderam que pretendem optar por voto nulo ou branco.
No total, o número corresponde a 39,4 milhões de eleitoras, o que representa 27% de todo o eleitorado. Das entrevistadas, 45,3% moram no Sudeste e 54% ganham até dois salários mínimos por mês.
Essas indecisas e valiosas eleitoras estão sendo olhadas com carinho pelos estrategistas das respectivas campanhas e devem receber apelos das peças publicitárias que estarão sendo veiculadas nestes dias que faltam.
Leave a comment