Home Eleições PT está dividido sobre a saída imediata de Lula da disputa presidencial
Eleições

PT está dividido sobre a saída imediata de Lula da disputa presidencial

Share
Share
Com o candidato oficial do partido preso em Curitiba e ausente do primeiro debate entre os presidenciáveis, o PT reavalia a estratégia para a campanha. A sigla continua decidida a registrar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 15 de agosto, mas repensa o que fazer a partir de então. Com base em levantamentos internos, a direção do PT já avalia que a próxima pesquisa eleitoral vai mostrar uma queda na intenção de votos em Lula — reflexo da ausência no debate e sintoma da necessidade de uma mudança de rumos.
A legenda está dividida sobre como agir nos próximos dias para não piorar o quadro e perder algo em torno de 20% a 30% do eleitorado que Lula ostenta até agora, a depender do cenário. A última esperança de boa parte dos petistas é que, quando a candidatura for oficializada, a Justiça o libere para participar de debates. As divergências internas ficam mais fortes diante da possibilidade de que venha outra negativa do Judiciário em relação à possibilidade dele fazer campanha — como ocorreu esta semana — ou a decisão do TSE de impugnar a candidatura do ex-presidente, algo que a direção do partido espera que aconteça até uma semana depois dos registros, em 22 de agosto. Em qualquer um desses casos, uma ala defende a troca imediata do nome dele pelo do vice, Fernando Haddad, enquanto outra aposta em recursos para esticar a exposição de Lula como candidato.
A segunda corrente, da qual fazem parte a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o senador Lindbergh Farias (RJ), é favorável à manutenção de Lula como cabeça de chapa o máximo de tempo possível, mesmo depois que o TSE decidir pela nulidade da candidatura. Eles defendem a apresentação de recursos, o que esticaria o tempo dele como candidato por mais alguns dias, porque entendem que desistir antes de o TSE tomar uma decisão iria contra o argumento defendido pela legenda até agora, de que Lula é um preso político e está sendo injustamente impedido de participar das eleições. “Eles vão ter que abrir mão em algum momento, mas acredito que evitam fazer isso muito cedo para não enfraquecer o discurso”, avalia o cientista político Sérgio Praça, da Fundação Getulio Vargas (FGV). (DP)
Share

Leave a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Articles
EleiçõesPernambuco

Raquel lidera disputa pelo Governo de Pernambuco pela primeira vez no Datafolha

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (28) mostrou uma virada no...

EleiçõesPernambuco

Josimara Cavalcanti reúne João Campos, Humberto Costa e Marília Arraes em ato político no Sertão

A pré-candidata a deputada estadual Josimara Cavalcanti reuniu importantes lideranças políticas de...

EleiçõesPernambuco

Raquel Lyra lidera disputa pelo Governo de Pernambuco em nova pesquisa

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Múltipla, contratada pelo blog do Nill Júnior,...

EleiçõesPernambuco

Raquel e João cruzam agendas no Sertão e ampliam disputa por Pernambuco

A disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026 ganhou novos capítulos no...