Comida do futuro: frango grelhado impresso em casa sai pronto para o jantar

Se depender de um time de cientistas da Universidade de Columbia, essa ideia saída direta de produções sci-fi como De Volta Para o Futuro e Star Trek vão se tornar realidade em pouco tempo. Eles acabam de anunciar, por meio da publicação de um artigo científico na revista Npj Science of Food, que descobriram uma nova forma de cozinhar alimentos produzidos em impressoras 3D.
O artigo dos autores Hob Lipson e Jonathan Blutinger apresentou resultados que podem resolver um problema da atual tecnologia de impressão 3D de alimentos: o cozimento. Entre as tecnologias que existem no presente (algumas desenvolvidas pelos próprios autores da pesquisa), a mais comum é que a comida seja impressa já cozida ou sem a necessidade específica de ser levada ao fogo ou ao forno, como por exemplo itens impressos com cobertura de bolo, chocolate, queijo processado e mantega de amendoim. Com o novo estudo de Lipson e Blutinger, seria possível não apenas imprimir o alimento como cozinhá-lo ao longo do processo.
Cozinhar a laser
O estudo de Hob e Jonathan, conduzido no Laboratório de Máquinas Criativas da Universidade de Columbia, envolveu o uso de lasers de diodo azul (5-10 watts) como fonte primária de aquecimento para cozinhar o alimento que era impresso em tempo real. Para o experimento, os cientistas utilizaram um tipo de mistura de peito de frango comprado em uma loja de conveniências perto da universidade. Eles ainda tentaram cozinhar o frango com lasers em diferentes frequências de infravermelho e utilizaram mesmo uma resistência comum, como as que são usadas em torradeiras, para poder fazer uma boa comparação entre os métodos.
O aparelho que Hob e Jonathan construíram foi feito com um acessório para impressão 3D personalizada da alimentos, um laser de diodo de alta potência, um conjunto de galvanômetros de espelho (dispositivos que detectam corrente elétrica ao desviar os feixes de luz), uma camada protetora para os lasers e uma bandeja removível para cozinhar o alimento.
“Vimos que, embora as impressoras consigam produzir ingredientes com precisão milimétrica, não existe um método de aquecimento que tenha o mesmo grau de resolução. O processo de cozimento é fundamental para desenvolver o sabor, a textura e as características nutricionais de muitos alimentos. Por isso nos perguntamos se poderíamos desenvolver um método de cozimento a laser para controlar de forma mais precisa esses atributos dos alimentos”, explicou o co-autor do experimento, Jonathan Blutinger, em entrevista à Wired.