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Após derrota e saída do governo Bolsonaro, grupo Coelho volta a apoiar a família do ex-presidente

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O apoio do grupo Coelho à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República recoloca em evidência um episódio da relação entre a família de Petrolina e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em dezembro de 2021, Fernando Bezerra Coelho deixou a liderança do governo no Senado Federal, um dia depois de sofrer uma derrota expressiva na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

Na ocasião, Fernando Bezerra, que ocupava a liderança governista desde 2019, recebeu apenas sete votos dos senadores. Antonio Anastasia venceu a disputa com 52 votos, enquanto Kátia Abreu obteve 19. O resultado foi seguido pela saída do parlamentar pernambucano do posto de líder do governo, formalizada diretamente ao então presidente Jair Bolsonaro.

A derrota teve peso político. Fernando Bezerra ocupava uma das principais funções de articulação do Planalto no Congresso e havia participado da defesa de projetos prioritários do governo. Mesmo com essa proximidade, não conseguiu reunir apoio suficiente para conquistar a indicação ao TCU.

A saída ocorreu em meio ao desgaste provocado pelo resultado da votação, embora não haja comprovação de que tenha representado uma ruptura definitiva entre Fernando Bezerra e Jair Bolsonaro. Na comunicação de sua decisão, o então senador agradeceu ao presidente pela confiança durante o período em que exerceu a liderança.

Agora, quase cinco anos depois, o grupo Coelho volta a aparecer ao lado da família Bolsonaro. Na quarta-feira (7), o deputado federal Fernando Filho e o prefeito de Petrolina, Simão Durando, participaram de um encontro em Brasília para anunciar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.

A decisão acompanha a orientação do União Brasil, partido dos dois políticos, que integra a federação União Progressista. Ainda assim, o histórico de Fernando Bezerra acrescenta um componente particular ao anúncio: o grupo que perdeu espaço na articulação do governo Jair Bolsonaro em 2021 volta a participar de uma mobilização nacional em favor de seu filho.

O episódio também recupera uma questão que ficou marcada naquela votação do Senado. Fernando Bezerra tinha a confiança do presidente para exercer a liderança governista, mas essa relação não se traduziu em votos suficientes para sua indicação ao Tribunal de Contas da União. O resultado expôs os limites de sua articulação naquele momento.

Em 2026, o cenário é diferente. Fernando Filho e Simão Durando participam de uma aliança eleitoral, e não da estrutura de um governo em exercício. O apoio também não significa que os desentendimentos de 2021 tenham sido superados por meio de alguma negociação específica, já que não há informação pública que comprove esse tipo de acerto.

Para Petrolina, a nova aproximação chama atenção pela trajetória do grupo político, que já ocupou posições de destaque em governos de diferentes partidos. Fernando Bezerra foi ministro da Integração Nacional durante a gestão Dilma Rousseff (PT) antes de assumir a liderança de Jair Bolsonaro no Senado.

O apoio a Flávio Bolsonaro mostra que a relação política com a família do ex-presidente permaneceu possível mesmo depois da derrota de 2021. Resta saber quais compromissos o grupo Coelho pretende construir a partir dessa nova aproximação e que resultados concretos poderão ser apresentados ao eleitorado de Petrolina e do Vale do São Francisco.

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