Quem utiliza diariamente a Ponte Presidente Dutra, entre Petrolina e Juazeiro, ainda convive com os transtornos das intervenções viárias no acesso baiano. Embora parte da Travessia Urbana de Juazeiro já tenha sido entregue, a conclusão dos serviços passou por diferentes previsões ao longo de 2026. Agora, o Governo Federal trabalha com novas datas para liberar o tráfego na região.
Em comunicados anteriores, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) previa a conclusão da Travessia Urbana de Juazeiro para julho deste ano. O prazo, entretanto, não foi cumprido integralmente. Em abril, quando informou que 81% dos serviços estavam executados, o órgão já apontava setembro como nova previsão de conclusão. Posteriormente, em junho, o próprio DNIT passou a informar que o empreendimento seria finalizado em novembro.
A atualização mais recente foi apresentada em 21 de setembro, durante visita do ministro dos Transportes, George Santoro, a Juazeiro. Segundo informações divulgadas , a previsão é liberar até 15 de novembro o trajeto completo.
Isso significa que, embora os prazos anunciados anteriormente tenham sido ultrapassados, a nova data ainda está dentro do período informado pelo governo. A Travessia Urbana de Juazeiro é uma obra federal executada pelo DNIT, com investimento informado de aproximadamente R$ 229,8 milhões na etapa principal. O projeto inclui cinco viadutos, duplicação de trechos da BR-407, intervenções na BR-235, rotatórias e melhorias nos acessos à Ponte Presidente Dutra. Em junho, quatro dos cinco viadutos já haviam sido entregues, assim como parte das pistas duplicadas e das interseções previstas.
Para os moradores de Petrolina e Juazeiro, o cumprimento do cronograma tem impacto direto na rotina. A ligação entre as duas cidades é utilizada diariamente por trabalhadores, estudantes, comerciantes e motoristas de transporte de cargas. As intervenções, embora destinadas a melhorar a circulação no futuro, também provocam alterações no trânsito e exigem atenção redobrada de quem passa pela região.
A sucessão de previsões levanta questionamentos sobre o planejamento e a transparência da execução: o que provocou as mudanças no cronograma? E quais serviços ainda precisarão ser concluídos até novembro?
Outra questão é a diferença entre o prazo divulgado à população e o prazo contratual vigente. As informações públicas consultadas confirmam mudanças nas previsões de entrega, mas não permitem afirmar, sem acesso aos aditivos e ao cronograma físico-financeiro atualizado, que a empresa executora esteja formalmente em atraso contratual ou sujeita a penalidades.
Com a proximidade da primeira data anunciada, a população aguarda não apenas a liberação do acesso, mas também esclarecimentos sobre o andamento dos serviços e a garantia de condições seguras de circulação entre as duas cidades.
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