A forma como recursos, atendimentos e serviços do SUS são organizados entre Juazeiro e outros municípios do Norte da Bahia esteve entre os temas discutidos em um seminário sobre governança regional da saúde realizado em Salvador.
Embora o encontro tenha caráter técnico, as discussões atingem um problema que chega diretamente ao usuário do SUS: nem todo município consegue oferecer sozinho consultas especializadas, exames, internações e outros procedimentos, o que torna necessário organizar para onde os pacientes serão encaminhados e como esses serviços serão financiados.
Juazeiro participou do Seminário Governança Regional nos Sistemas de Saúde – Desafios e Perspectivas do SUS por meio da assessora técnica da Secretaria Municipal de Saúde, Graça Carvalho, que também integra o Grupo de Trabalho Técnico Macrorregional (GTTM) da Macrorregião Norte e a Comissão Estadual de Governança Regional da Atenção à Saúde (CEGRAS).
Entre os assuntos discutidos estiveram justamente o financiamento da regionalização do SUS, os fluxos assistenciais entre cidades, a integração dos planejamentos municipal, regional e estadual e a situação dos municípios-polo, que acabam concentrando parte dos serviços utilizados também por pacientes de outras localidades.
Esse ponto tem importância especial para cidades que exercem papel regional, como Juazeiro. A organização desses fluxos influencia desde o planejamento da rede até a capacidade de atendimento disponibilizada à população.
Segundo Graça Carvalho, uma das necessidades discutidas no encontro foi aprimorar os mecanismos de financiamento levando em consideração as particularidades de cada região.
“Pudemos contribuir com as reflexões sobre os desafios enfrentados pelos municípios e, especialmente, discutir a necessidade de fortalecer o planejamento regional e aprimorar os mecanismos de financiamento, considerando as especificidades e os fluxos assistenciais de cada região”, afirmou.
O seminário reuniu representantes do Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), CONASS, CONASEMS, Sesab, Conselho Estadual de Saúde, COSEMS/BA e Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Além do financiamento, foram discutidas propostas para melhorar a capacidade técnica dos gestores e fortalecer os espaços responsáveis por decidir conjuntamente como os serviços de saúde serão organizados entre os municípios.
O desafio agora é fazer com que discussões técnicas como essas resultem em melhorias perceptíveis para quem depende do SUS, seja na organização dos encaminhamentos, na oferta regional de serviços ou na utilização dos recursos destinados à saúde.
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