Não há dúvidas de que a Travessia Urbana de Juazeiro representa uma das maiores obras de mobilidade da história da região.
O projeto promete reduzir congestionamentos, melhorar a ligação entre bairros, aumentar a segurança viária e facilitar o fluxo entre Juazeiro e Petrolina.
Entretanto, para quem utiliza diariamente os acessos da Ponte Presidente Dutra e da BR-407, a percepção muitas vezes é diferente da apresentada nos discursos oficiais.
A cada nova etapa entregue, surge também uma nova interdição, um novo desvio ou uma nova mudança no trânsito. O resultado é uma obra que parece estar sempre em andamento.
Nos últimos meses, a população assistiu à entrega de viadutos e à abertura de novos trechos, mas ainda enfrenta pontilhões fechados, alterações constantes nas rotas e dificuldades de deslocamento em algumas áreas estratégicas da cidade.
Para muitos moradores, o problema não é a realização da obra em si. Pelo contrário. Existe consenso de que a intervenção é necessária e deve trazer benefícios importantes para o futuro.
A principal crítica está relacionada ao tempo necessário para que esses benefícios sejam sentidos de forma plena.
Enquanto as inaugurações acontecem por etapas, milhares de pessoas continuam enfrentando diariamente os impactos de um canteiro de obras que parece não ter data definitiva para sair da paisagem urbana.
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