Uma situação envolvendo abordagem de agentes municipais durante um evento na Orla de Petrolina tem gerado repercussão e levantado questionamentos sobre o direito ao trabalho de pequenos empreendedores na cidade.
A proprietária Sany Costa relatou que passou por um momento de constrangimento enquanto tentava comercializar seus produtos durante um festival realizado no local. Segundo ela, a presença de guardas municipais, que tiravam fotos e afirmavam haver uma denúncia, acabou intimidando sua atividade, diante de clientes e outras pessoas.
De acordo com o relato, Sany afirma que foi informada no momento de que não poderia vender na Orla, sem explicações detalhadas, o que a deixou exposta e constrangida publicamente.
Após o ocorrido, a empreendedora buscou regularizar sua situação junto aos órgãos competentes. Ela informou que seguiu as orientações recebidas, protocolando um pedido formal de autorização na Secretaria de Urbanismo. No entanto, o requerimento foi negado, sem justificativa aprofundada, apenas com a informação de que não seria permitido exercer a atividade no local.
A situação levanta questionamentos sobre os critérios adotados para concessão de autorizações e as dificuldades enfrentadas por trabalhadores informais e pequenos empreendedores no município.
Em seu posicionamento, Sany Costa destacou que depende da atividade para seu sustento e que busca apenas trabalhar de forma honesta e dentro da legalidade. “Meu trabalho não é brincadeira. É meu sustento, meu ganha-pão”, afirmou.
Ela também cobra mais clareza e sensibilidade por parte das autoridades, defendendo que quem busca empreender e gerar renda merece respeito, orientação adequada e oportunidades justas.
O caso reacende o debate sobre políticas públicas voltadas ao comércio informal e ao incentivo ao empreendedorismo em Petrolina, especialmente em espaços públicos movimentados como a Orla da cidade. A prefeitura de Petrolina, com a palavra.

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