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Irã chama ameaça de Trump de acabar com ‘civilização’ de potencial genocídio e diz que ‘não ficará de braços cruzados’

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O enviado iraniano na ONU afirmou nesta terça-feira (7) que Teerã não ficará de braços cruzados se Trump cumprir as ameaças de “crimes de guerra”.

Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, afirmou que as ameaças de Trump, feitas na terça-feira, de que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo, “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”.

Durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, Iravani instou a comunidade internacional a denunciar a retórica de Trump antes que seja tarde demais.

Pouco após a fala de Iravani, Teerã declarou diversas pontes e rodovias da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein como alvos e pediu para que civis não circulassem nesses locais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” ao fazer um post na rede Truth Social nesta terça, horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

Após várias declarações dadas por autoridades iranianas mostrando que Teerã não deve ceder (veja abaixo), Trump disse que não quer “que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, e condenou o atual regime, que está no comando do país há 47 anos.

Em um pronunciamento nesta segunda-feira (6), quando detalhou o resgate dos pilotos dos EUA que tiveram seu caça abatido no espaço aéreo do Irã, Trump já havia dito que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”.

Trump reiterou a ameaça em uma entrevista ao canal de TV Fox News, alinhado ao republicano: “8 pm vai acontecer”, ele teria dito por telefone a um repórter do canal, em relação ao horário-limite dado a Teerã para fechar um acordo — a referência é o horário de Washington e equivale às 21h de Brasília.

“Ele disse que, se chegarmos a esse ponto, haverá um ataque como nunca se viu antes. E ele mantém essa posição até o momento. Agora, ele disse que se as negociações avançarem hoje e houver algo concreto, isso pode mudar. Mas, neste momento, ele não quis apostar que isso vai ocorrer. Só disse que as negociações estão avançando com os planos que temos”, disse o repórter Brett Baier. (G1)

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