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Paulo Câmara critica ”ausência total de planejamento” do Ministério da Educação de Bolsonaro

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O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), sente falta de planejamento do Ministério da Educação (MEC), pasta que está sob o comando do ministro Abraham Weintraub. Após a abertura da primeira reunião ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), nesta quarta-feira (12), no Cabo de Santo Agostinho, Paulo disse que a falta de planejamento pode prejudicar o futuro dos jovens no País.

“A gente vê no caso do MEC uma ausência total de planejamento, qual é o planejamento para 2020? Qual o planejamento dos próximos cinco anos, dos próximos dez anos? A educação é uma coisa que tem que se planejar décadas para a frente. O exemplo de Pernambuco é claro nisso. Quando a gente vê lá atrás, ainda no governo Eduardo (Campos), que se priorizou a expansão da rede de escolas de tempo integral, priorizou a gestão a melhoria do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), dos indicadores, conseguimos resultados satisfatórios em dez anos, mas foram dez anos. Então, se não tiver planejamento, fica muito difícil termos a educação que o nosso País precisa e o MEC está falhando nisso, a ausência de planejamento pode prejudicar muito o futuro da educação dos nossos jovens”, comentou Paulo Câmara.

O evento desta quarta-feira reuniu secretários estaduais de Educação de todo o país para retomar o debate de temas que preocupam as redes estaduais, principalmente  Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que só valerá até 31 de dezembro deste ano.

Na visão de Paulo Câmara, o Congresso terá dificuldade de andar com a pauta caso deixe para o segundo semestre, já que este é um ano eleitoral. “O Fundeb preocupa, pois temos 2020 para aprovar uma legislação, num ano eleitoral, evidentemente num primeiro semestre de muito trabalho no Congresso e um segundo semestre em que a questão do quórum fica mais complicada. Foi colocado isso no Fórum dos Governadores, a necessidade de priorizar esse primeiro semestre para fechar essas questões ainda em aberto. Espero a compreensão de todos para a importância de ter essa legislação aprovada e dar governança necessária para os próximos anos, para as próximas décadas e corrigindo ou aprimorando aquilo que precisa ser aprimorado, principalmente na questão dos recursos, do financiamento”, afirmou o socialista. (JC)

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